Caminho do Meio

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sábado, 12 de março de 2011

PARASHAH HA SHAVUAH TSAV

Animação (G-d Cast) sobre Parashah da Semana (13-19 de Março de 2011)



TSAV - Porque a chama do Altar do Eterno deve queimar ininterruptamente! (Levítico 6:1-8:36)


Ao observarmos essa bela animação elaborada por Jennifer Joseph, podemos ter um panorama da Porção da Torah (Parashah) para esta semana que chega. O vídeo (que está em inglês) em absoluto substitui o estudo detalhado da Santa Torah do Senhor, pelo qual devemos sentir grande prazer tal como nos fala o segundo verso do capítulo 1 do Livro de Tehilim (igualmente conhecido como Louvores ou Salmos): "Mas seu desejo está na Torah do Senhor, e em Sua  Torah medita dia e noite".






 



Drashah Ktanah

A Parasah Tsav aborda essecialmente as instruções de Mosheh Rabeinu (Moisés) acerca dos deveres dos sacerdotes e da maneira como o serviço sacrificial deveria ocorrer. Na Parashah anterior, Vaykrah, pudemos ver que a prática do sacrifício (Korban, ou Zêbach) derivava de um sentido espiritual muito mais amplo, ou seja: do conceito de lekarev, ou aproximação. Os sacrifícios possuiam na antiguidade uma ritualística complexa que poderá ser abordada em um outro post. Seu legado poético e místico para nossos dias pode ser o de aproximação do Eterno. O comentarista Meir Melamed (z'l') afirma que os sacrifícios dos povos semíticos em sua maioria das vezes cumpriam a tarefa de trazer as divindades para o mundo, ao passo que no caso abraâmico e mosaico o contrário se dava: o homem, através do Korban, elevava-se na direção do Sagrado, bendito seja Ele.

Os Korbanot (plural de Korban) eram rituais antigos de purificação, e por isso o texto da Torah exige que o fogo do altar esteja sempre queimando, trazendo para nós a idéia de uma permanente purificação, se optarmos por nossas conexões com D-us. Afinal, o Korban pode ser um mandamento, mas ainda que seja assim, cumprir uma Mitsvah é sempre uma escolha. A imagem do fogo queimando ininteruptamente aponta para um D-us sempre presente, sempre disponível, mesmo quando não estamos dispostos a buscá-Lo.

As cinzas que devem ser recolhidas pelos sacerdotes (especialmente pelo Cohen HaGadol) no dia seguinte, apontam com efeito para a transitoriedade material do sacrifício, ao passo que a chama do altar sempre estará lá, disponível e eterna; mesmo assim, tais cinzas devem ser postas diante do altar, porque apesar dos limites da matéria, elas certamente tomam parte na amplitude do próprio Sagrado. Tudo se conecta e as partes, como em uma sinédoque sagrada, desempenham papéis em sua relação com o Todo. O ato do Cohen HaGadol de levar as cinzas para fora do Mahaneh atesta exatamente esse papel material, que ao ser cumprido, distancia-se do altar, deixando que a profundidade do Espírito e das idéias permaneçam, cedendo espaço para as novas práticas espirituais (Korbanot) que chegarão em seguida, alimentadas pela madeira que deve ser renovada todas as manhãs.

A permanência do Eterno é nossa mais linda e tranquilizante garantia de segurança. Que Ele esteja presente em nossa semana como um fogo que nos aquece a alma, mas também como fogo que purufica, vivifica e impulsiona! B'shem Yeshu'ah Adoneinu! Amem.

 Aguardem novos comentários sobre Tsav no decorrer da semana!

"Echad Elokeinu, Gadol Adoneinu, Cadosh Shemoh!"

André Sena